Um amor e um café...




Sentava-se à mesa com sua melhor camisa, abria um de seus velhos livros empoeirados e às vezes parava para olhar as arvores seca além da janela. Depois engolia um gole de café, que descia rasgando sua garganta, até esquentar seu estomago vazio. Este moço do interior fora proibido de ir lá fora a tarde, mas hoje ele quebraria todas as regras.

Bem que poderia se tornar um moço travesso, mal criado, cínico. Tiraria as sandálias e pularia pela janela. Porque hoje ele estava decidido a deixar aquela mascara de bom moço e sair pra se sentir vivo. Tomaria banho pelado no lago, subiria até os galhos mais altos das arvores e não teria medo de cair e se sujar. Hoje ele não estudaria a tarde toda, mas observaria a vida lá de cima. E se alguém o chamasse, certamente ele não responderia, ficaria ali até o crepúsculo do fim do dia.

Depois, ele colocaria seu melhor Jeans, arrumaria o cabelo e convidaria Joana pra tomar um sorvete na Praça da Saudade, criaria um momento romântico, pediria pra ela fechar os olhos e lhe roubaria um beijo.
E por fim, envergonhado — como de costume — fugiria pra casa correndo...

3 Comentários

  1. Um menino travesso parece tão mas feliz.

    ResponderExcluir
  2. Tem horas que devemos deixar a caretice de lado e soltar os bichos!!! Ser feliz e dane-se o mundo !!!

    Um 2012 cheio de momentos extravagantes pra vc Muito sucesso e muito amor!
    Passa lá no meu blog??

    BeijO
    evesimplesassim.blogspot.com

    ResponderExcluir
  3. Lindo... pude fechar os olhos e imaginar o momento...

    ResponderExcluir

Se você realmente leu, me importa sua opinião. Fique a vontade...