Breve observação da saudade

Cheiro de sabonete da Granado. Cabelos finos e lisos. Ainda sinto o toque, fecho os olhos, respiro. Sua voz baixa e rouca ainda chamando o meu nome. Ou errando o meu nome. Me relembra que não mais.



Eu sonho contigo, mas você não.

A playlist do vizinho me lembra que hoje é quarta. Amanhã, como todos os outros dias, você não vem. O conhecido que revejo na rua te manda abraços, mas amanhã você não vem mais.

Toda vez que eu perco a distração. Toda vez que eu me sinto sozinho. Toda vez que eu me pego chorando. A brisa entra pela janela do ônibus – bagunça meu cabelo – e eu aceito isso como carinho teu. E agradeço a Deus por este breve ponto da eternidade que você esteve presente em minha vida.

Julieta, se eu repito teu nome é porque eu sei que tu jamais vais me deixar. Eu sei que olhas por mim. Que sempre será recíproco. Que apesar de todas as circunstâncias, ainda és o meu bem. O meu amor estrela guia. A minha pessoa preferida nesta vida.

A minha saudade mais bonita.

7 Comentários

  1. Seu lindo, como você tá?
    Abraço grande!
    ;o)

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  2. você sempre me arranca suspiro. dessa vez, não foi diferente.

    saudades. de tanto.
    saudades. de você.

    Sempre uma delícia te (re)ler.

    :*

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    1. Obrigado,
      Fico feliz que tenha gostado moça.

      Abraço.

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  3. Gostei da doçura e da poesia. Que ela esteja mais presente em sua vida.

    Abraços.

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  4. Ricardo,

    Julieta, para mim, é um dos nomes mais bonitos que a saudade tem, por todo o impacto que me causou a história da Julieta mais antiga, a do poeta daquela história triste.

    A tua Julieta, hoje, me fez enxergar doçura na saudade. Porque as tuas letras assim são: doces.

    Teu espaço é lindo.

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